Iniciando as celebrações de seu sétimo aniversário, o Museu Afro Brasil, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, abre a exposição O sertão: da caatinga, dos santos, dos beatos e dos cabras da peste. A mostra tem aproximadamente 800 obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, ex-votos, roupas, fotografias, instalações e documentos, reproduzindo o ambiente no qual vive o homem sertanejo. Explora, ainda, sua relação com o místico e com a natureza áspera que o cerca. A exposição conta com cenários e recursos multimídia, com espaços de luz e som, criando uma maior aproximação entre o público e a temática. Sua programação é composta, também, por palestras e oficinas, voltadas à formação educacional tanto de seus visitantes quanto de profissionais da área pedagógica.
O Secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo ressalta a importância que o Museu Afro Brasil tem para a propagação da arte popular. “Essa exposição retrata, através da arte, o modo de vida do sertão brasileiro, favorecendo a compreensão do que ocorre no cotidiano e nas manifestações culturais”, afirma.
A mostra, com curadoria de Emanoel Araújo, leva o espectador à caatinga e aos ambientes que fazem parte da vida do sertanejo, do ofício às residências, trazendo um misto de cultura, costumes e fé, situando-o em meio ao curral, às casas rurais, objetos de marcar boi, artefatos de selarias, livros de cordel e altares. Para tornar a experiência mais próxima, a exposição contará com cenários e recursos multimídia, com espaços com luzes e sons desenvolvidos pelo cenógrafo convidado André Scarlazzari.
Também estão entre os atrativos dessa exposição vestimentas do beato José Lourenço, que liderou a comunidade Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, localizada no Crato (CE), e fotografias da ABA Film, nas quais são retratados objetos e indumentárias que dão a precisão estética utilizada pelos cangaceiros de Lampião e Maria Bonita. Outras figuras que se destacam na mostra são Antonio Conselheiro, Padre Cícero e Beata Maria Araújo.
A exposição passeia por locais como Arraial de Canudos (BA), Vale do Caldeirão (CE) e Chapada do Araripe (CE), contando fatos históricos ocorridos nessas regiões. Passa também por clássicos da literatura nacional, como Os Sertões, de Euclides da Cunha, e Vidas Secas, de Graciliano Ramos, bem como pela literatura de cordel produzida por Patativa do Assaré e J. Borges, pela arte popular de Nino, Mestre Manoel Graciano, Valentino, Irmãs Cândido e Mestre Noza, pela música de Luiz Gonzaga, Geraldo Vandré e João do Valle, pela poesia de João Cabral de Melo Neto e Ariano Suassuna e pela fotografia de Benjamin Abraão Botto, Maureen Bisilliat, Araquém Alcântara, Tiago Santana e Tibico Brasil.
Além de peças do acervo do Museu Afro Brasil, a mostra contará ainda com contribuições do Museu Histórico do Ceará (Fortaleza, CE), Fundação Joaquim Nabuco (Recife, PE), Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (Maceió, AL) e Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico de Pernambuco (Recife, PE).
O sertão: da caatinga, dos santos, dos beatos e dos cabras da peste marca o início das comemorações do sétimo aniversário do Museu Afro Brasil, que mostra a perspectiva negro africana e das artes eruditas e contemporâneas de modo geral, contribuindo para a formação educacional de seus visitantes.
Faz parte da programação da mostra uma série de ações educativas, tais como oficina de registro, que consiste em produções artísticas a partir do material observado na exposição, cursos para professores da rede pública e privada, oferecendo subsídios teóricos e práticos acerca do conteúdo expositivo, e oficinas em primeira pessoa, realizadas pelos artistas José Tarcísio, Bosco Lisboa, Francisco de Almeida, Maria de Lurdes Cândida e Maurício Pedreiro. Também estão programadas palestras com especialistas nas artes da representação popular, com debate aberto ao público. Será debatido o conceito da arte presente no território do sertão do Nordeste em tempos distantes e atuais.
O Museu Afro Brasil
O Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura, instituição da Secretaria de Estado da Cultura é um espaço de preservação e celebração da cultura, memória e da história do Brasil na perspectiva negro africana, assim como na difusão das artes clássicas e contemporâneas, populares e eruditas, nacionais e internacionais. Localizado no Parque Ibirapuera, em São Paulo, foi inaugurado em 23 de outubro de 2004 e possui um acervo de mais de cinco mil obras. Parte das obras, cerca de duas mil, foram doadas pelo artista plástico e curador, Emanoel Araujo, idealizador e atual Diretor do Museu.
O museu mantém um sistema de visitação gratuita para todas as exposições e atividades que oferece; um Núcleo de Educação com profissionais que recebem grupos pré-agendados, instituições diversas, além de escolas públicas e particulares. Através do Núcleo de Educação também mantém o programa “Singular Plural: Educação Inclusiva e Acessibilidade”, atendendo exclusivamente pessoas com necessidades especiais e promovendo a interação deste público com as atividades oferecidas.
Fonte: Balady Comunicação – Sonia
// SERVIÇO |
||
|
Onde: Museu Afro Brasil Endereço: Av. Pedro Alvares Cabral, s/n – Parque do Ibirapuera – Portão 10 – Vila Mariana – São Paulo/SP Acessibilidade: Quanto: GRÁTIS Dia: Terça a domingo Horário: Das 10h às 17h Temporada: De 21 de Outubro de 2011 a 01 de Abril de 2012 Gênero: Pinturas, Esculturas, Gravuras, Ex-votos, Roupas, Fotografias, Instalações, Documentos Mais informações: Tel.: (11) 3320-8900 As informações acima são de responsabilidade do estabelecimento e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio. Veja local no mapa: |
||


















